Corinthians deve R$ 110 milhões em FGTS e imposto de renda de funcionários, diz site

O Corinthians tem R$ 110 milhões dívidas em FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) de funcionários e jogadores, o que caracteriza crime tributário, segundo reportagem do “GloboEsporte.com”, desta segunda-feira, 11 de maio.

O valor está no balanço do clube, que ainda não foi publicado (leia mais abaixo). Conselheiros e diretores que tiveram acesso ao documento disseram à publicação que a dívida total corresponde a R$ 665 milhões, sendo R$ 110 milhões em FGTS.

De acordo com o texto, o Corinthians fechou o ano de 2019 com R$ 88,7 milhões para pagar em imposto de renda, quase o dobro da quantia há dois anos (R$ 36,9 milhões).O balanço não especifica os motivos, mas a dívida se refere a tributos descontados dos salários dos funcionários que não foram repassados à União. A reportagem do portal conversou com funcionários e jogadores atuais e que já deixaram à equipe. Eles confirmaram que os depósitos do FGTS não estão em dia. Três comprovaram com documentos que já são 18 meses de atraso.

Em relação ao FGTS, a reportagem informa que houve um salto de 333% entre 2018 e 2019. O valor passou de R$ 6,6 milhões para R$ 22 milhões.

“Segundo um membro da diretoria alvinegra que não quis se identificar, o atraso nos pagamentos de FGTS passou a ser praxe no Corinthians há mais de um ano. Quando decide demitir um funcionário, o clube quita as parcelas atrasadas para não ter problemas jurídicos”, diz o texto.

Advogados consultados pelo “GloboEsporte.com” dizem que a situação caracteriza crime tributário por apropriação indébita, com penas que podem representar a penhora de receitas ou até detenção dos responsáveis pela administração do clube. Mas tudo dependeria, é claro, de uma iniciativa da Procuradoria da República apresentar denúncia contra o Corinthians para o caso ser julgado.

A diretoria do clube alvinegro não respondeu à reportagem do “GloboEsporte.com”, mas na última semana divulgou uma nota para informar que não publicou o balanço no prazo exigido pela lei (30 de abril) porque aguarda votação interna no conselho deliberativo.

O órgão não tem se reunido por causa do período de quarentena determinado na cidade do São Paulo durante a pandemia do novo coronavírus. Na última sexta-feira, a prefeitura anunciou a prorrogação do período de isolamento por mais três semanas, até 31 de maio.

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