Demissões em Massa pode acontecer em Mogi Guaçu nas próximas semanas caso comércio não volte

Sonia Zanuto, presidente da ACIMG (Associação Comercial de Mogi Guaçu) se reuniu com representantes de comércios da cidade juntamente com o superintendente Adenilson J. dos Reis, na última quarta feira (24) para conversas sobre o fechamento do comércio que desde a quarta-feira (24), está com as portas fechadas novamente, por conta da pandemia de Coronavírus, Mogi Guaçu teve um alto número de casos nos últimos dias.

Durante a conversa, os dirigentes das Lojas Cem, Magazine Luiza, Casas Bahia e Magazine Chohfi expuseram a difícil situação pela qual os estabelecimentos têm passado. Um pedido feito por eles é algum tipo de flexibilização para atender situações específicas como recebimento e assinatura de contratos. Em um ambiente em que cliente e estabelecimento possam ter maior comodidade e segurança, não ficando assim suscetíveis a furto ou roubo. Este tipo de sugestão tem sido feita também por outros empresários de vários segmentos.

Um dos pontos colocado na reunião foi a situação de funcionários que já tiraram férias e já participam dos programas do governo, sendo assim não havendo mais caminhos para escolher. Se permanecer o mesmo cenário, demissões nas próximas semanas podem começar a acontecer, as empresas já não conseguem manter o mesmo faturamento.

“Nós estamos aqui para pedir uma ajuda no diálogo com o poder público, para que saibam como o cotidiano está difícil. Gostaríamos que entendessem a realidade, já fizemos tudo o que podíamos. Queremos evitar desemprego. Pedimos que analisem de forma mais flexível, que observem a nossa realidade”, comenta Gustavo Henrique, gerente da Lojas Cem.

A ACIMG por meio de sua assessoria de Imprensa, se posicionou.

“A Associação manifesta-se contrária às medidas de fechamento dos comércios não essenciais até o dia 30 de junho. Esperamos que o poder público não tome a atitude de prorrogar o fechamento, visto que o comércio já foi prejudicado em sete dias na adoção do Plano São Paulo, quando a cidade foi inserida na fase 2, que permitia a abertura das atividades não essenciais a partir do dia 01 de junho. Mas o poder público autorizou esta reabertura apenas a partir do dia 08. Não é justo colocar na conta dos empresários, a responsabilidade pelo aumento no número de casos. O comércio guaçuano já vem sofrendo desde o mês de março com este fechamento e a curva de contágio não se estabilizou. Várias empresas e empregos já foram sacrificados e muitos ainda serão, caso as atividades comerciais não retornem. Entendemos que deve haver um esforço conjunto entre população, empresários e poder público, uma campanha de conscientização mais ativa e efetiva no sentido de que as pessoas saiam de casa, seja para compras no comércio essencial ou não essencial de forma consciente, prudente e segura”.

ACIMG
Foto: Reprodução Gazeta Guaçuana
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